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Vertical transmission of human T-cell lymphotropic virus (HTLV): validation of the protective effect of integrase inhibitors on the transmissibility of infected dairy inoculum and the importance of oral fluid for diagnosis
Details
Locations:Brazil
Start Date:2023
End Date:Unknown
Contract value: USD 29,241
Sectors: Health, Research & Innovation
Description
Call for Proposal: CA22-0015
Programme title: 2022-2023 Joint PAHO/TDR Impact Grants for Regional Priorities
Project ID: P22-00859
Project Title: Vertical transmission of human T-cell lymphotropic virus (HTLV): validation of the protective effect of integrase inhibitors on the transmissibility of infected dairy inoculum and the importance of oral fluid for diagnosis
Executive Summary / Abstract: O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo I (HTLV-1) é um retrovírus oncogênico que afeta cerca de 5-10 milhões de pessoas no mundo. Dentre as regiões endêmicas, destaca-se o Brasil, que abriga cerca de 0,8-2,5 milhões de pessoas vivendo com o HTLV (PVHTLV). Aproximadamente 4% dos pacientes infectados com HTLV-1 desenvolvem uma neoplasia agressiva no compartimento de linfócitos T CD4+, denominada leucemia de células T do adulto (ATLL). O HTLV-1 também pode causar doenças inflamatórias desde quadros brandos de dermatite infecciosa ou uveíte até casos mais graves, como a debilitante paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM/TSP), cuja incidência atinge 2-3% das PVHTLV. A transmissão ocorre através do contato sexual, transfusão de sangue, uso de drogas intravenosas, transplante de órgãos e por transmissão vertical. A transmissão vertical pode ocorrer pela via intra-uterina ou perinatal, mas o principal fator de risco é a amamentação prolongada. A amamentação por mães soropositivas pode infectar cerca de 7-32% dos neonatos e está associada com alta probabilidade de desenvolvimento da ATLL, dermatite infecciosa e HAM/TSP durante a infância e adolescência. Contudo, não existe uniformidade ou adesão a triagem de gestantes e neonatos para o HTLV no Brasil, por conta da baixa prevalência da doença. O método de diagnóstico vigente envolve a coleta de sangue de pacientes, porém um método menos invasivo facilitaria o recrutamento e a coleta de gestantes e neonatos, além de aumentar a adesão do método pela equipe médica. Dentre as gestantes diagnosticadas, o aleitamento é contraindicado pelo Ministério da Saúde brasileiro para prevenir a transmissão materno-infantil (TMI) do HTLV, porém a Organização Mundial de Saúde recomenda a amamentação por pelo menos 6 meses até dois anos, tendo em vista os benefícios da mesma para a saúde neonatal. Dados apontam que o uso de inibidores de integrase, usados no tratamento do HIV/AIDS, poderiam bloquear a transmissão do HTLV-1 e, potencialmente, atuar como uma terapia de profilaxia pré-exposição neonatal, permitindo assim, que recém-nascidos se beneficiem da amamentação de maneira segura. Entretanto, constituintes presentes no leite materno, como PGE2 e TGF-β, aumentam a transmissibilidade do HTLV-1 e a replicação viral em linfócitos infectados. Logo, afim de impulsionar esforços para o estudo dessa terapia, avaliaremos a eficácia de inibidores de integrase no bloqueio da infecção de novas células com o HTLV-1, em condições que mimetizam a exposição de células permissivas ao inóculo lácteo infectado. Além disso, para trazer maior praticidade a triagem de gestantes HTLV+ avaliaremos a aplicabilidade e acurácia do teste de triagem para o HTLV a partir de amostras de fluido oral.

